July 28, 2007

“They say that love is blind, i say it’s just stupid”

Filed under: Estados de alma

                       5 Sentidos por Paulo César

Citação retirada do filme "Pobre Homem".

O Amor pode realmente ser cego?? Sinceramente eu não sei… Depois destes dois últimos anos, de tudo o que vivi, conheci e passei, sinceramente não sei. Seja o que ele possa ser, uma coisa é certa, é algo que nos faz transcender e que nos faz viver e sentir vivos. É algo que nos faz tentar realizar os impossíveis. Será isso apenas uma ilusão? Gostava de ter resposta para esta e outras perguntas.

Acho que depois de tudo isto, do que foi então o meu último ano e meio de vida, está na hora de parar, e simplesmente observar o mundo lá fora. De preferência com um cigarro (ainda que esteja a deixar de fumar) e com amigos por companhia.

Penso que esta será talvez a última vez que escrevo sobre…não sei, mas não me esqueço do que vivemos à um ano. É impossível. Mas sim, tento acreditar, ainda que com muita dificuldade, que o tempo tudo mata, até o mais sublime de todos os sentimentos possíveis que o ser humano pode vivenciar.

"Heartbeats"

One night to be confused
One night to speed up truth
We had a promise made
Four hands and then away

Both under influence
We had divine scent
To know what to say
Mind is a razor blade

To call for hands of above
To lean on
Wouldn’t be good enough
For me, no

One night of magic rush
The start a simple touch
One night to push and scream
And then relief

Ten days of perfect tunes
The colors red and blue
We had a promise made
We were in love

To call for hands of above
To lean on
Wouldn’t be good enough
For me, no

To call for hands of above
To lean on
Wouldn’t be good enough

And you, you knew the hands of the devil
And you, kept us awake with wolf teeth
Sharing different heartbeats
In one night

To call for hands of above
To lean on
Wouldn’t be good enough
For me, no

To call for hands of above
To lean on
Wouldn’t be good enough
For me, no

José Gonzalez, Heartbeats, Veneer

Dark Shot 

11 divagações »

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  1. O amor é tudo o que é porque não tem, nem nunca terá resposta para as nossas perguntas…
    Beijo de boa noite

    Comment by Anjo — July 29, 2007 @ 8:18 pm

  2. Anjo:

    Acima de tudo, penso que o amor é a incerteza pura. Afinal, a partir do momento em que se torna uma certeza, algo garantido, adquirido, então deixa de ser amor.

    Um beijo.

    Comment by Dark Shot — July 30, 2007 @ 12:05 am

  3. Nada nos traz por garantido, é o que é no momento. deixa de ser o que era em outro instante…não suporta questões nem prisões nem sequer intenções. alimenta-se dos instantes. Cresce com os desejos, colore a vida de sonhos…não é uma ilusão…se fosse…tudo o que experienciamos na vida seria também ilusão. Se fosse, a própria vida seria uma grande ilusão. O Amor é apenas mais uma parcela deste imenso oceano que é a vida, com calmarias, ondas, tempestades e amanheceres e por de sol lindíssimos, encobertos…e por aí fora…
    Muitas coisas ficam na memória, supostamente devíamos aprender com essas coisas…seja bom ou menos bom, agita-nos por dentro e faz-nos crescer…é esse o nosso caminho!

    ; )

    Excelente música. Bom álbum…sempre na mesma sonoridade.

    Comment by su — July 30, 2007 @ 5:50 pm

  4. Su:

    Então o meu caminho é deveras tortuoso. Já tou farto de atravessar “montanhas”.

    O meu último ano e meio de vida, desde fevereiro do ano passado, foram só “instantes”. Por mais força interior que eu possa ter, por mais que eu quebre impossíveis, existem “coisas” que eu não consigo ultrapassar, conquistar, vencer. E essas, ou neste caso esta, foi a minha maior derrota. Vou lentamente pondo-me de pé. Sem sentido, sem rumo. OK… sei que à primeira vista parece deprimente, mas de facto não o tem sido, apenas mais calmo.

    PS: Tens este álbum??? E logo agora que eu pensava em retribuir a gentileza dos cd’s que me enviaste… este álbum do José Gonzalez era um dos escolhidos… e de facto é muito bom. Não escolhi esta música à toa. A letra diz-me muito.

    Mais beijos. :P

    Comment by Dark Shot — July 30, 2007 @ 7:21 pm

  5. os momentos não têm validades temporárias, datas limites, nem marcam encontros e despedidas. Por vezes, somos nós próprios que não estamos aptos a descer as montanhas às quais subimos enganados…”Mind is a razor blade”…

    : )

    Tenho este álbum sim…mas podes retribuir a “gentileza”, com outra música qualquer…olha, uma compilação à Dark Shot, por exemplo! ;)

    Comment by su — July 30, 2007 @ 10:29 pm

  6. Su:

    Tens razão. Não existe tempo, nem limites. Os momentos, são de facto aquilo que a palavra pretende definir. Algo, intenso, curto, devorador, por vezes avassalador e sem dúvida alguma marcante. Eu julgava-me preparado para descer a montanha. Para mim o problema não será o “Downhill” em si, mas o modo como o faço. Acho que isso sim, é o mais complicado.

    Talvez a chave seja o tempo (será mesmo??). Nunca acreditei muito nisso. Não acredito que o tempo nos faça esquecer as coisas. Apenas acredito que as atenue. E nisso a ausência tem muito peso. Mas apagar algo? Acho que não. Nem mesmo o tempo tem esse efeito. Enfim… filosofias de bolso.

    Compilação à Dark Shot??? Bem, esse é um bom desafio… mas começa-me a parecer que tu tens muito de música. Talvez por isso me pareça muito interessante. Assim que tiver tudo pronto, envio-te. ;)

    Beijos.

    Comment by Dark Shot — July 30, 2007 @ 10:51 pm

  7. Sim…não me parece que o tempo apague completamente as coisas…atenua é realmente o termo certo. Com a aus~encia vamos ganhando uma certa indiferença. Depois, a lembrança ou memória vai surgindo aos poucos e poucos com menos ressentimentos e mágoas (conforme o estilo ou personalidade do “lembrador”!) até que um dia lembramos as coisas com um certo sorriso…e continuamos em frente com o melhor do nosso presente. E olha que as cosias acontecem de facto, falo de mudanças, sem estarmos à espera…estamos a meio do “downhill” e às tantas já nem nos apercebemos de que estamos a fazer uma descida! ;)
    Então, quando tiveres a compilação à DarkShot terás aqui uma ouvinte à espera! Mordida de curiosidade! ;)

    Comment by su — August 1, 2007 @ 10:04 am

  8. Su:

    Assim muito rapidamente (tou atrasado pra ir trabalhar), eu não guardo ressentimentos nem mágoas. Não seria capaz de sentir isso. Ela merece mais. Guardo um sorriso. Nem acredito que ela não guarde outra coisa de mim. Mas a vida é assim. E é exactamente nisto que eu me refiro que é injusto.

    E sim, a mudança acontece quando menos esperamos.

    Assim que tiver tudo pronto, eu envio-te. Espero não falhar nas expectativas! :P

    Um beijo

    Comment by Dark Shot — August 1, 2007 @ 1:02 pm

  9. Boa filosofia de vida. Às x é difícil de conciliar com a acção…mas parece-me que tu sabes realmente como é trilhado esse caminho!

    De certeza (muito de certeza!) que as expectativas serão amplamente ultrapassadas…com o gosto musical que tem permanecido por estes “cantos”… ;)

    Gostas de Martin Gore ( a solo?!)? É o que ando a “descobrir” e consumir ultimamente. o álbum dele: Counterfeit 2. Muito bom! Deixei na Teia um tema deste álbum a “rodar”!

    Comment by su — August 3, 2007 @ 2:11 am

  10. Su:

    De facto, já o trilhei mais vezes do que realmente gostava. Achoq ue qualquer dia, tenho de comprar um “calçado novo”, porque este já está gasto.

    Não coloques a fasquia muito alta… não quero desilusões. Como digo sempre, “só temos uma oportunidade para causar um boa impressão.” LOL

    Martin Gore… pelo nome não conheço, ainda… mas agora que mencionaste, vou tratar de saber mais sobre o artista em causa.

    Beijos e ba semana!

    Comment by Dark Shot — August 7, 2007 @ 10:46 pm

  11. boa noite, muito obrigado pela divulgaçao do meu trabalho de fotografia, abraço, paulo césar , www.paulocesar.eu

    Comment by paulo cesar — January 24, 2008 @ 3:23 am

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