April 8, 2007

One iluding madness

Filed under: Estados de alma

    Fotografia de desconhecido

Tiveste de partir.
Saiste do carro com um olhar triste e resignado. Nem um beijo…
Ainda me lembro do aroma do perfume que te cobria a pele.
Ainda me lembro do sabor dos teus lábios, da tua boca
e do teu olhar de mulher apaixonada.

Viste o meu olhar.
Não viste as minhas lágrimas enquanto partias.
Perdi-te naquele momento, naquela tarde.
Vivia com o sentimento de te perder, preso na minha garganta.
Por isso te dava os meus lábios, numa fome devoradora,
e afastava o meu olhar ao fim de cada noite vivida.

Fui cobarde, de ter ido mais além e de ter acreditado.
Tive medo da intensidade do laço que me unia a ti naquele momento.
Aceitei a derrota logo no começo e afastei-me. Inconscientemente naquele dia,
disse-te que seria melhor não voltarmos a falar. Mentia a mim próprio.
Sempre que pensava que me devia manter longe, distante,
fora do alcance da dor,
a lembrança do teu perfume, do toque da tua pele, do calor da tua boca,
fazia-me esquecer a prudência.

O Amor não é prudente.
O Amor é uma faca cravada no coração.
Que dói, mas que nos alimenta a Alma.

Eu não queria ir para onde tu não estivesses.
Mas estou aqui… longe. E aí permanecerei.
E no entanto, dolorosamente perto…
À distância de uma memória.

Autoria de Dark Shot

sem divagações »

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Sem tiros.

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