Fumo mais um cigarro e recordo o primeiro beijo. Olho para lá da minha janela e vejo esta noite como se ela se desenrola-se agora… O teu toque, os teus olhos, o calor da tua face na minha, os meus lábios nos teus… o beijo. Penso na simplicidade do momento, no pulsar de vida em mim.
Recordo as primeiras palavras que te disse e no modo como me olhavas. Sentia-me noutro lugar, noutra vida. Olhava para o areal que se estendia para la duma janela que nos isolava das pessoas, do mundo lá fora, do tempo. Apenas eu e tu. Nada mais importava na altura, os meus problemas, os teus, a tua vida, a minha, as condicionantes em tudo. Nada. Apenas o desejo que nos consumia a alma e a paixão que nos alimentava o momento.
Vim-me embora, com um beijo como despedida. Procurei mais uma vez o lugar onde deixo os meus pensamentos divagarem, onde me oiço falar lá ao longe. Parei o carro em frente a praia onde tantas vezes caminho. Está frio, ajeito o casaco, aperto ainda mais o cachecol, enfio as mãos nos bolsos e queimo mais uns cigarros. Deixo os meus olhos perderem-se na escuridão que preenche o horizonte, até que as estrelas que perduram lá em cima sejam apenas memórias duma noite que se distancia em cada inspiração minha.
A tudo isto tento dizer não, numa vã tentativa de que seja isto uma amizade. Tento-me enganar com dificuldade. Tenho-te nos meus pensamentos neste momento porque sei que não te posso ter agora, outra vez, todas as vezes. É o ressacar de uma noite. De um momento. De um simples olhar. É o tentar imaginar como será agora… é o tentar perceber porque me mantenho dividido entre um antes e um depois.
As escolhas apenas nos são possíveis, em caminhos que estão delineados previamente, não sabendo nós para onde vamos. Triste ilusão aquela que eu tenho, pensando se seria possível as coisas serem diferentes. Se eu não tivesse seguido o caminho que antes levei, se estaria agora neste mesmo ponto de encruzilhada…
As minhas dúvidas talvez sejam os resquícios dum passado recente…
Uma destas tardes em que estava a estudar no café, a determinada altura passa o clip de uma música dos “White Snake” na Tv. Não pude deixar de rir, ao ver o estilo que a malta na altura apresentava: cabelo comprimido, calças de couro justas, camisas com o colarinho aberto, fios de ouro a fazer lembrar os “nossos machos latinos com os pêlos do peito à mostra” e outras cenas assim. Comparando esta moda com os dias de hoje só posso mesmo pensar: ainda bem que não passei a minha adolescência nos anos 80!
A música desde então mudou e muito. Para melhor. O som da semana com Deftones com umas das melhores músicas. Boa semana a todos.
Love me two times, baby Love me twice today Love me two times, girl I’m goin’ away Love me two times, girl One for tomorrow One just for today Love me two times I’m goin’ away
Love me one time I could not speak Love me one time Yeah, my knees got weak But love me two times, girl Last me all through the week Love me two times I’m goin’ away Love me two times I’m goin’ away
Oh, yes
Love me one time I could not speak Love me one time, baby Yeah, my knees got weak But love me two times, girl Last me all through the week Love me two times I’m goin’ away
Love me two times, babe Love me twice today Love me two times, babe ‘Cause I’m goin’ away Love me two time, girl One for tomorrow One just for today Love me two times I’m goin’ away Love me two times I’m goin’ away Love me two times I’m goin’ away
Love Me Two Times
Love Me Two Times
The Doors - Strange Days
Sábado, 13 Janeiro, 21:30, Coliseu dos Recreios, Lisboa.
Cartazes espalhados por toda a cidade anunciavam-no há várias semanas: Riders on the Storm - Manzarek, Krieger e Astbury.
A curiosidade era imensa. Fã desde miúdo, não poderia perder a oportunidade de ver Ray Manzarek, mas sobretudo Robbie Krieger ao vivo em Lisboa.
E o resultado não poderia ser melhor: os "velhotes" estiveram muito bem, com Ian Astbury a fazer realmente lembrar Jim Morrison. Semelhanças físicas e vocais quase arrepiantes. Jim Morrison esteve no coliseu sábado à noite…
No meio da espessa "névoa" que não tardou a erguer-se ( quem diria, num concerto de The Doors ), ouviram-se entre outros: "Love Me Two Times", "When The Music’s Over", "Light My Fire", "LA Woman", "Back Door Man", "Spanish Caravan", "Touch Me" e "Soul Kitchen". Só faltou mesmo "The End"…
No final da noite, abandonámos o coliseu ainda a cantar parte de "Soul Kitchen": "I really want to stay here, All night, all night, all night "…
Change around the words that you say, to suit me fine.
Predictable behavior I crave ya I’m driving y’all My own is living save yeah, Sometimes I hate ya But I’m whipped Being gone ? head down to the crypt Restricted like a conscript You loved to bully I placed the blame with you Fully…
Change around the words that you say, to suit me fine. Make them mine…
Don’t panic There is only we too left on the planet I can explain.. I know it happened again, It’s manic I’m standing in the flame, trying to fan it You don’t know what you’ve got till it’s gone And by the edge of the night, You nobody belong thru this ad joint. And that’s what you cut. And that’s what you cut.
Change around the words that you say, to suit me fine. Make them mine… Listen to the voice of your head, It makes no sense, Take a rest…
I’m addicted..
I have a demon for a wife He delights in your pretty face and he hates my life Takes notes on how to provoke past grief Makes my teeth decay with the last of my self believe Feed all day from underneath Like a fief, I left weak, barely able to speak I seek nothing but constant supply I can read every look in your eyes I leave with a lie Maybe our love will never die Or, maybe it’s the last time I make you cry Make my appeal like the condemned. Let’s go away for the weekend Your life I will steal and descend with it into the pig.
I’m addicted..
Change around the words that you say, to suit me fine.
I’m addicted..
Listen to the voice of your head, It makes no sense.. Take a rest…
I’m addicted.. I’m addicted.. I’m addicted.. I’m addicted.. I’m addicted.. I have a little problem I have a demon for a wife He delights in your pretty face and he hates my life Takes notes on how to provoke past grief Makes my teeth decay with the last of my self believe
Change around the words that you say, to suit me fine. Make them mine…