Porque hoje é Natal. Natal… o que é que significa a palavra? o momento? Se fizermos essas perguntas, as respostas serão algumas coincidentes e outras completamente distintas. No fim, depende de cada um e do modo como cada um vive este momento do ano.
Eu continuo a preferir pensar naquelas imagens de Natal, onde cai neve, tudo está branco, a lareira acesa e a família toda reunida. Daí uma das razões para a escolha desta música de Natal de Nat King Cole.
Mas lá está, isto são apenas condicionalismos criados por imagens vistas na tv ou nalgum livro. Para mim hoje em dia, o Natal, passa mais pelas brincadeiras e partidas que possa ter com os meus sobrinhos e por aquele momento em que me ausento e tiro algum tempo para reflectir em mais um ano que se passou.
E que ano…
E para vocês? Como é que é o Natal? Como é que gostavam realmente de passar um Natal? Confesso, ainda conseguirei um dia ir a Nova York por esta altura… deve ser interessante.
E porque é Natal, todos sonhamos sempre com algo diferente…
Um feliz Natal para todos. Dark Shot

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"Quando amares alguém, ama profundamente e com paixão. Podes vir a ferir-te, mas apenas assim vale a pena viver a vida" - Provérbio chinês.
Quando te conheci era apenas um miúdo. Cheio de sonhos e desejos. Apaixonei-me por ti, talvez pelo brilho dos teus olhos enquanto sorrias. Talvez porque me fazias sentir vivo. Faziamos parte do mesmo grupo de amigos, fomos mantendo contacto. Eu fui estudar para fora. O tempo passou.
Dois anos mais tarde, convidado por um amigo ou talvez por ironia do destino, encontrei-me novamente contigo. Com um simples convite para um café, começamos uma relação de 7 anos.
Eu continuava cheio de sonhos, de projectos. Sentia que me preenchias, que me completavas. O tempo foi passando e a relação crescendo. Mantivemos sempre como base na nossa relação, a amizade e o companheirismo que nos uniu desde o início. Em nós tudo era diferente dos demais. A minha maneira de ser, a tua maneira de viver a vida, nós os dois. Os amigos passaram a ver-nos sempre juntos, como um só. E eu acreditei…
O tempo passou… e deixámo-nos levar pela ilusão.
Amei-te com todas as forças do meu ser. Como nunca antes tinha amado ninguém. Com paixão. Porque sempre foi assim que eu acreditei, que eu quis que fosse. O fim foi doloroso para ambos. Talvez mais para mim, pela desilusão, pela mentira. Acabar a relação tornou-se estupidamente a única alternativa que me restava.
Nada ficou. Nem a amizade, e eu bem tentei… até que se tornou impossível. Não me deixaste outra alternativa.
Ontem vi-te. E por breves momentos recordei o passado. Eramos mesmo nós? Eramos nós, cheios de esperanças e sonhos? Eramos nós, partilhando vidas, amizades, vontades, sonhos, lágrimas, carinho, amor… eramos nós? Não.
Quem ontem eu vi, não era a mesma pessoa. Eu não era o mesmo também. Era um passado.
Amei-te com toda a paixão que senti por ti. Se valeu a pena?? Guardo a resposta para mim.
Ironia do destino… acabei por pensar em alguém que tento esquecer… caminho vezes sem conta para a praia, para ver o mar e encontrar alguma paz em mim. Dizem-me que devo confiar novamente nas pessoas, que foi por isso que eu me fechei e me fui embora, dizendo-lhe que não voltariamos a falar. Tenho passado os dias, tento encontrar uma justificação para passar mais um dia sem lhe falar… e a cada dia torna-se mais difícil encontrar essa mesma resposta.
Nela tudo me surpreendeu… talvez mesmo porque deixei de confiar nas pessoas e me tente proteger. Todo o espaço que me rodeia me recorda tudo o que me fez apaixonar por ela.
O seu doce aroma, o seu calor, a voz, o suave toque das suas mãos na minha face, o modo como me dava a mão, o sentimento que demostrava quando me puxava para ela, como eu gostava de me afastar só para a ver fazer isso… aquele sorriso, o olhar, aqueles verdes olhos… as conversas que tínhamos entre dias e noites, pela noite dentro, por tantas noites… aquele sorriso que me fazia sentir vivo… por ela senti a mesma paixão… e por causa disso todos os dias me interrogo porquê??
Para mais tarde discutirmos, por causa das consequências dos nosso actos??? Para eu mais tarde afastar-me outra vez, para me proteger, para fugir a uma amizade, que tinha tudo para ser uma grande amizade, apenas porque eu continuaria a sentir uma paixão???
Não seria justo com ela. Não lhe podia fazer isso.
O pior de tudo é que não a consigo esquecer… procuro na solidão da praia, nestes dias de inverno, a paz e a certeza que sentia nas noites de verão, apenas porque viviamos uma paixão proibida e condenada ao esquecimento desde o momento em que ela nasceu.
E todos os dias me arrependo de lhe ter deixado de falar… consequências das decisões que tomo. Apenas tenho de viver com elas.
A ironia do destino…
Wintersong, Wintersong, Sarah McLachlan
Dark Shot