September 17, 2006

Eternal Sunshine Of The Spotless Mind

Filed under: Estados de alma

" How happy is the blameless Vestal’s lot!

The world forgetting, by the world forgot;

Eternal sunshine of the spotless mind!

Each pray’r accepted, and each wish resign’d. "

Eloisa to Abelard, Alexander Pope

 

Tarde de domingo, calor, sol a brilhar lá bem alto, brisa suave. Ao fundo Oeiras e a praia onde tantas vezes estivémos juntos durante 2 anos. Parecia o local ideal para passar algumas horas de puro relaxamento. Não era sequer a primeira vez que lá voltava desde que acabámos, estava tudo mais que esquecido. Mas não foi assim…

Não podemos apagar certas memórias…. Locais especiais e os momentos (muitos) que lá vivemos juntos, o teu cheiro, o teu cabelo, o teu toque… A memória está ainda presente…

Mas sobretudo aquele entrelaçar de dedos, sentir a tua mão bem junto da minha. Algo tão simples, mas ainda tão difícil de esquecer…

    Everybody’s Gotta Learn Sometime

    Beck - Eternal Sunshine Of The Spotless Mind OST

Shooter

 

PS: Para quem ainda não viu o filme, façam-no, é um dos grandes filmes da minha vida. Venceu o Óscar da Academia para melhor argumento original em 2005. E tem uma daquelas bandas sonoras que nos fica cravada na memória… (ou não fosse a memória o tema central do filme)

11 divagações »

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  1. Há momentos que por mais que o tempo passe , nunca se esquecem.
    Beijito.

    Comment by Secreta — September 18, 2006 @ 9:50 am

  2. Fica a sugestão do filme. Vou procurar! Como fiz com o Memento, que adorei. : )

    xx

    Como sugere entrelinhas Pope…não pensar muito nas coisas que acontecem, aceitar as coisas como a parte mais natural da vida, e como Pessoa dizia Pensar é estar doente…seja como for…como tenho dito ultimamente, devido a inúmeras circunstâncias…o Tempo é Mudança.

    Um beijo grande.

    Comment by su — September 18, 2006 @ 11:12 am

  3. Um simples entrelaçar de dedos, quantas vezes não acontecem, chegava a ser inato estar de mãos dadas…
    E depois quando essa mão já não te espera é que te apercebes o quanto habituado se estava a esse simples gesto…
    Um beijo

    Comment by retratada — September 18, 2006 @ 7:02 pm

  4. Ontem de madrugada quando vim ao blog e vi aparecer o título do post, muitas coisas, muitas recordações, imagens, pensamentos e momentos, tudo ao mesmo tempo regressaram à minha mente. Porque tenho uma história associada a este filme, tão boa quanto má. É um dos meus filmes preferidos e era também um dos dela…

    Quando vivemos uma relação por tanto tempo (e no meu caso foram 7 anos), mesmo que passe muito tempo sobre o seu fim, existirão sempre momentos, lugares ou situações que dispertam coisas que pensamos que estão ultrapassadas.

    Eu sei. Estão mesmo ultrapassadas, mas por vezes quando menos esperamos, aquilo que tentamos enterrar e esquecer, ressurge apenas para nos recordar na pele, o quanto intenso foi.

    Não podemos de facto apagar certas coisas, e eu ainda à pouco tempo quando estive contigo em Lx, disse-te que existem certas coisas que gostaria de apagar da minha vida. Hoje penso que não devemos apagar nada, porque ao fazê-lo, estamos a matar uma parte de nós, do que fomos e do que poderemos ser enquanto pessoas.

    Apenas nos resta deixar passar por nós até que em certo dia sem nos apercebermos se torna natural saber que se tem um passado, vivenciado nalguns lugares, onde as recordações permanecem para nos dizer que foi bom. Porque se te dói em certos momentos, então é porque a amaste com todo o teu ser.

    Isto é o que eu penso, sobre o que li ontem no teu post. Porque foi o que me lembrou de como eu me sentia, 2 meses antes de ir para a Áustria. E entretanto sem eu saber, outra hisória já se começava a escrever…

    Grande abraço, e obrigado por me lembrares que por vezes, recordações mesmo que nos doam, apenas servem para relembrar que durante um certo tempo o sentimento foi sublime.

    Comment by Dark Shot — September 18, 2006 @ 7:35 pm

  5. Secreta: Por vezes quanto mais tempo passa mais nos lembramos… A memória é realmente terrível, basta um local, um cheiro…

    Beijo

    Comment by Shooter — September 18, 2006 @ 9:39 pm

  6. su: deve ser fácil de encontrar, é ainda bastante recente. Acredita que não te vais arrepender de o ver, é um filme muito marcante, chega a ser cruel por tudo aquilo que nos recorda… Depois diz o que achaste do filme ;)
    A parte da aceitação é discutível, mas que o tempo é mudança, isso é certo. E muito se passa à nossa volta, só temos de “saber” olhar. Até como a musica que acompanha o post diz: ” Change your heart, look around you ”

    Beijo grande

    Comment by Shooter — September 18, 2006 @ 9:48 pm

  7. retratada: como dizes, era um acto quase inato. O que custa mesmo é aquele primeiro re-encontro, a vontade de dar a mão… Em troca tens o caminhar lado a lado “à distância”… Onde havia amor, passou a haver… o vazio…

    Beijo grande

    Comment by Shooter — September 18, 2006 @ 9:53 pm

  8. Dark Shot: é realmente um filme que também tinha história connosco, embora com sentimentos contrários: eu adorava, ela odiava… Pensando muito friamente é verdade, não devemos “apagar” as nossas memórias. Elas lembram-nos quem fomos e quem somos e ajudam-nos a decidir quem queremos ser. Mas quem é que acabou uma relação e não destruiu (ou apagou) fotos, rasgou cartas, tudo o que recordasse essa relação? Qualquer coisa para afastar a dor… Há que deixar mesmo o tempo passar, dar mais valor aos amigos e às pessoas “novas” que vamos conhecendo! E aprender mais uma lição valiosa pra vida ” Everyboby’s Gotta Learn Sometime ”

    Grande abraço

    Comment by Shooter — September 18, 2006 @ 10:03 pm

  9. Acho que qualquer um de nós fez isso. Penso que seja uma reacção natural. Agora as memórias essas, essas são parte de nós. Essas nunca deveremos apagar.

    Como diz na música, “i’m the ruler of my world…”.

    Grande abraço

    PS: na parte do dares-me mais valor, jovem tu tás à vontade! ;)

    Comment by Dark Shot — September 19, 2006 @ 12:09 am

  10. Acerca da questão da memória - e só mesmo associado a isto, recomendo vivamente o “De profundis, valsa lenta” de José Cardoso Pires. Li-o há uma série de anos e nunca mais lhe toquei, mas o que é certo é que me marcou profundamente (lá está a oportunidade para a piadola fácil e o trocadilho de 3ª categoria :P , mas o que é certo é que é verdade).
    O que eu vos posso dizer (aos 2), caros amigos atiradores é: como eu vos compreendo!
    Bola para a frente, rapaz. A vida não espera por nós.
    Abração

    Comment by João — September 19, 2006 @ 10:54 pm

  11. Passei para te deixar um beijito …

    Comment by Secreta — September 21, 2006 @ 8:58 am

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