Ninguém te amou como eu
Ninguém te quis como eu
Ninguém te viu feliz como eu
Ninguém te magoou como eu, como eu
Como eu, ninguém esperou
Como eu, e acreditou
Que tudo se pode perdoar
Só à força de te amar
Sentado à beira-rio
Eu vejo-o correr
Ter a vida por um fio
Deitá-la a perder
Como eu
Como eu, ninguém esperou
Como eu, e acreditou
Que tudo se pode perdoar
Só à força de te amar
Sentir o amor escapar
Por entre os beijos fugir
Por entre as mãos escapulir
Como eu
Como eu
Deitar a Perder, Xutos & Pontapés
Conhecia razoavelmente a discografia de Xutos. Contudo, esta música ainda não tinha entrado no meu mundo.
"Descobri-a" numa noite de sexta-feira, não sei bem como, nem porquê. Cansado, desmotivado, e de certa forma desiludido por tudo o que se tinha passado nessa semana, achei que pior não poderia ficar. Decidi ouvir.
A cada acorde, a cada palavra, uma estranha sensação ia percorrendo o meu corpo. Tentei ignorar, mas em vão, a sensação de arrepio persistia e intensificava.
Um sinal ? Algum tipo de mensagem ? Não sei explicar, nem sou especialmente crente nesse tipo de fenómenos, mas os factos são inegáveis: no dia seguinte terminámos.
Não adianta fugir, nem quero fazê-lo mais. Depois de encarar a situação de frente, torna-se imperativo voltar a ouvir Xutos.
Aqui fica.
Shooter
- Deitar a Perder
Xutos e Pontapés - XIII

Não acredito em prenúncios, sabes bem isso, mas esta música bastou-me apenas uma vez ouvir e saber a letra para me lembrar bem dela… sei muito bem o que é quando dizes “… um sinal?…” Sei bem como te sentes. Passamos os dois pelo mesmo, aliás quase me arrisco a dizer os 3, mas pelo menos nós os dois sabemos bem como é difícil. Mas vou seguir em frente, esquecê-la, tal como tu vais esquecer a… O que te digo é isto, um dia deixará de fazer efeito em mim e nesse dia estarei pronto para abrir a porta e sentir a brisa da manhã a passar-me pelo dedos. Nesse dia voltarei a ouvir esta música. Quanto ao resto, vamos prós copos, divertirmo-nos para esquecer!
Comment by Darkshot — May 10, 2006 @ 12:23 am
Do alto da minha “provecta” idade - como tu insistes em em recordar-me
- posso dizer-te que isso é uma fase pela qual todos passamos. Quando digo todos, refiro-me a todos os que já levaram umas lambadas da vida a esse nível.
.
Ouvimos determinada música e parece que foi escrita para nós e/ou a pensar no nosso caso. Isso passa e depois dás por ti a ouvir a música e a letra, lembrando-te ainda, mas já com outra moral. Como dizia o Billy Cristal “It’s a process”
Abraço e força aí no Blog, shooters!
Comment by João — May 10, 2006 @ 3:01 pm
Quando tudo se gasta…quando se chega ao ponto de amar à força, mais vale parar e deixar ir…
É duro ver o outro virar as costas e partir em busca de uma “felicidade” desejada…mas quem ama sorri e deixa partir.
Nunca tinha ouvido esta música,pelos menos que me lembre,mas tem uma letra fabulosa…diz-nos tanto!!
Um beijo
Comment by Anjo — May 10, 2006 @ 5:14 pm
Darshot:
Às vezes sinto-me algo culpado por te ter dado a conhecer a música. Espero que tenha dado para, como eu, esquecer de vez essas lembranças e continuar a ouvir esta música por aquilo que ela é, ” um som filho da mãe ”
Abraço
Johny:
( k exagero ) eheheh E que venha essa nova moral!
Olha que cada vez mais me vejo perto de atingir também essa idade. Ainda falta uns anos, mas já vi a bengala mais longe
Abraço
Anjo:
Last but not least, é isso mesmo, temos de deixar ir e sermos nós também a procurar a nossa felicidade. Só que por vezes é complicado, principalmente quando pensamos que se calhar nem tudo se gastou…A letra da música é realmente muito intensa. Como dizia o João, é daquelas que parece que foi feita para nós. É sinal que ( infelizmente ) mais alguem já passou por algo parecido.
Volta sempre,
Beijo
Comment by Shooter — May 10, 2006 @ 11:39 pm
Shooter:
Meu, não tens de te sentir culpado de nada. Se isso é assim, resolvemos a questão num instante, vamos tomar um copo! A letra da música é brutal, tal como o som, é mesmo “filho da mãe”. Eu nem sequer curto muito xutos, mas esta música é um caso à parte. Quanto ao resto é dar tempo. Grande abraço
Comment by Darkshot — May 10, 2006 @ 11:58 pm
Jovem, acho que não há nada que o tempo não cure! No que diz respeito a sentimentos ou situações do género! Penso eu! Mas se estiver enganado diz-me… A vida é mesmo assim, muito ingrata! Eu que o diga, pois ainda “não dei uma prá a caixa” nesta matéria! Enfim, siga em frente…
ABRAÇO
Comment by Bullet — May 11, 2006 @ 12:28 am