May 10, 2006

Prenúncio ( ou talvez não )

Filed under: Estados de alma

Ninguém te amou como eu
Ninguém te quis como eu
Ninguém te viu feliz como eu
Ninguém te magoou como eu, como eu

Como eu, ninguém esperou
Como eu, e acreditou
Que tudo se pode perdoar
Só à força de te amar

Sentado à beira-rio
Eu vejo-o correr
Ter a vida por um fio
Deitá-la a perder
Como eu

Como eu, ninguém esperou
Como eu, e acreditou
Que tudo se pode perdoar
Só à força de te amar
Sentir o amor escapar
Por entre os beijos fugir
Por entre as mãos escapulir
Como eu
Como eu

Deitar a Perder, Xutos & Pontapés

 

Conhecia razoavelmente a discografia de Xutos. Contudo, esta música ainda não tinha entrado no meu mundo.

"Descobri-a" numa noite de sexta-feira, não sei bem como, nem porquê. Cansado, desmotivado, e de certa forma desiludido por tudo o que se tinha passado nessa semana, achei que pior não poderia ficar. Decidi ouvir.

A cada acorde, a cada palavra, uma estranha sensação ia percorrendo o meu corpo. Tentei ignorar, mas em vão, a sensação de arrepio persistia e intensificava.

Um sinal ? Algum tipo de mensagem ? Não sei explicar, nem sou especialmente crente nesse tipo de fenómenos, mas os factos são inegáveis: no dia seguinte terminámos.

Não adianta fugir, nem quero fazê-lo mais. Depois de encarar a situação de frente, torna-se imperativo voltar a ouvir Xutos.

Aqui fica.

 

Shooter

    Deitar a Perder

    Xutos e Pontapés - XIII

6 divagações »

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  1. Não acredito em prenúncios, sabes bem isso, mas esta música bastou-me apenas uma vez ouvir e saber a letra para me lembrar bem dela… sei muito bem o que é quando dizes “… um sinal?…” Sei bem como te sentes. Passamos os dois pelo mesmo, aliás quase me arrisco a dizer os 3, mas pelo menos nós os dois sabemos bem como é difícil. Mas vou seguir em frente, esquecê-la, tal como tu vais esquecer a… O que te digo é isto, um dia deixará de fazer efeito em mim e nesse dia estarei pronto para abrir a porta e sentir a brisa da manhã a passar-me pelo dedos. Nesse dia voltarei a ouvir esta música. Quanto ao resto, vamos prós copos, divertirmo-nos para esquecer!

    Comment by Darkshot — May 10, 2006 @ 12:23 am

  2. Do alto da minha “provecta” idade - como tu insistes em em recordar-me ;) - posso dizer-te que isso é uma fase pela qual todos passamos. Quando digo todos, refiro-me a todos os que já levaram umas lambadas da vida a esse nível.
    Ouvimos determinada música e parece que foi escrita para nós e/ou a pensar no nosso caso. Isso passa e depois dás por ti a ouvir a música e a letra, lembrando-te ainda, mas já com outra moral. Como dizia o Billy Cristal “It’s a process” ;) .
    Abraço e força aí no Blog, shooters!

    Comment by João — May 10, 2006 @ 3:01 pm

  3. Quando tudo se gasta…quando se chega ao ponto de amar à força, mais vale parar e deixar ir…
    É duro ver o outro virar as costas e partir em busca de uma “felicidade” desejada…mas quem ama sorri e deixa partir.
    Nunca tinha ouvido esta música,pelos menos que me lembre,mas tem uma letra fabulosa…diz-nos tanto!!
    Um beijo

    Comment by Anjo — May 10, 2006 @ 5:14 pm

  4. Darshot:
    Às vezes sinto-me algo culpado por te ter dado a conhecer a música. Espero que tenha dado para, como eu, esquecer de vez essas lembranças e continuar a ouvir esta música por aquilo que ela é, ” um som filho da mãe ” ;)
    Abraço

    Johny:
    Olha que cada vez mais me vejo perto de atingir também essa idade. Ainda falta uns anos, mas já vi a bengala mais longe ;) ( k exagero ) eheheh E que venha essa nova moral!
    Abraço

    Anjo:
    Last but not least, é isso mesmo, temos de deixar ir e sermos nós também a procurar a nossa felicidade. Só que por vezes é complicado, principalmente quando pensamos que se calhar nem tudo se gastou…A letra da música é realmente muito intensa. Como dizia o João, é daquelas que parece que foi feita para nós. É sinal que ( infelizmente ) mais alguem já passou por algo parecido.
    Volta sempre,
    Beijo

    Comment by Shooter — May 10, 2006 @ 11:39 pm

  5. Shooter:

    Meu, não tens de te sentir culpado de nada. Se isso é assim, resolvemos a questão num instante, vamos tomar um copo! A letra da música é brutal, tal como o som, é mesmo “filho da mãe”. Eu nem sequer curto muito xutos, mas esta música é um caso à parte. Quanto ao resto é dar tempo. Grande abraço

    Comment by Darkshot — May 10, 2006 @ 11:58 pm

  6. Jovem, acho que não há nada que o tempo não cure! No que diz respeito a sentimentos ou situações do género! Penso eu! Mas se estiver enganado diz-me… A vida é mesmo assim, muito ingrata! Eu que o diga, pois ainda “não dei uma prá a caixa” nesta matéria! Enfim, siga em frente…

    ABRAÇO

    Comment by Bullet — May 11, 2006 @ 12:28 am

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