November 22, 2009

Tradições

Filed under: Som da semana

                                     LUZ por Elsa Mota Gomes

Recuperando uma velhinha tradição aqui no blog, damos início a mais uma semana com um novo som. A escolha recai sobre uma música do álbum de tributo a Carlos Paredes, uma das minhas músicas preferidas.

Uma música que me relembra um período da minha vida que foi muito importante para mim. De luz, de calor, paixão e sentimento. O mesmo que significava a guitarra para o velho Mestre.

Uma recordação de um EU que em tempos sonhou naquilo, ainda que fosse impossível, pensou um dia que seria possível.

Espero que gostem.

November 18, 2009

Desafios

Filed under: Conversas da treta

Desafiado por: http://blogwithaview.blogspot.com

 

Para participar neste desafio é necessário:

1º Seguir as regras;
2º Levar o selo acima que identifica quem está, esteve ou estará no desafio;
3º Completar as seguintes frases:
a) Eu já …
b) Eu nunca …
c) Eu sei …
d) Eu quero …
e) Eu sonho …
4º Depois de completar a frase com as respostas indicar 5 blogs para dar sequência ao desafio

a) Eu já … sonhei
b) Eu nunca … pensei no depois
c) Eu sei … que nunca estou satisfeito
d) Eu quero … não estar aqui
e) Eu sonho … muito

Ora, como não tenho 5 blogs para desafiar… isto fica por aqui.

November 1, 2009

While my inside falls to pieces

Filed under: Estados de alma
 
 
                               Foto por Dark Shot
 
Estou sentado na sala, de frente para esta tela branca e nada me ocorre para escrever. Para onde foram as palavras? Qual foi o momento em que eu me perdi do meu caminho? Julgava saber como queria viver a minha vida. Não. Minto. Eu sei como queria viver, apenas não sabia que isso não era possível. Umas pessoas dizem que devemos viver um dia de cada vez, outros, que devemos pensar no dia de amanhã. Eu? Eu rio-me até não poder mais, quando penso na minha ignorância, no meus dias de ignorante felicidade. Até começar a sentir a dor. A dor do passado. De como tudo foi. Sim eu sei, sou saudosista.
 
O meu problema é não conseguir dissociar o meu passado, aquilo que me trouxe até este momento. Costumo dizer que, para nos sentirmos bem com a vida, connosco, então devemos aceitar os nossos defeitos, assim como nós tentamos evidenciar as nossas virtudes. Hoje chego à conclusão que deixei que os meus limites, os meus defeitos tenham formado o que agora apresento ou aparento ser. Assim consigo justificar o porquê de me sentir assim como normalmente me sinto.
 
Sim, eu faço tudo como qualquer um, levanto-me de manhã, arranjo-me, saio para trabalhar, venho almoçar, trabalho o resto da tarde, janto, saio com amigos. Até aqui tudo bem, mas… não. Tenho dias que simplesmente quero desaparecer. Esquecer todos os problemas, dúvidas, inseguranças… tudo. Levo uma vida, mas sinto-me morto por dentro. Cada dia é um dia, e nalguns deles, apenas desejo que as horas passem. Triste.
 
Gostava de poder ter a coragem para fazer um reset na minha vida, recomeçar com algo completamente diferente e novo. Abrir um restaurante por exemplo, afinal a cozinha sempre foi a minha paixão. Deve ser por isso que tantas vezes tenho amigos ao jantar nos fins-de-semana. Ou entao simplesmente porque não quero estar sozinho. Triste.
 
Engraçado… sempre que sinto não consigo escrever, as coisas mudam.
 
Tem sido sempre assim.
 
Dark Shot
August 16, 2009

Thinking about those days

Filed under: Estados de alma

Graz, Áustria

                                   Graz, Áustria, Foto por Dark Shot

Mais uma noite. Mais um dia. O tempo passa, voa, foge… mas nada pára. A vida continua. Tudo mudou. Ou não. Sinto-me o mesmo, sinto o mesmo. Não, nada mudou. Em mim. Mas tudo o resto mudou. Muito. Uma recordação, um sorriso, um fugaz momento de alegria, felicidade. Uma noite, várias noites de segredos, de mentiras, de aventura, de emoções e sensações. Ainda bem que assim foi.

"Pedras no caminho, guardo-as todas. Um dia construirei um castelo". Fernando Pessoa escreveu estas palavras.

Nada foi impossível. Nada o é.

August 2, 2009

Atitudes e consequências

Filed under: Conversas da treta

Christian Bobin, um escritor e filósofo de Lyon, escreveu:

"Très peu de vraies paroles s’échangent chaque jour, vraiment très peu. Peut-être ne tombe-t-on amoureux que pour enfin commencer a parler. Peut-être n’ouvre-t-on un livre que pour enfin commencer à entendre".

"Muito poucas verdadeiras palavras se trocam todos os dias, verdadeiramente poucas. Talvez só nos apaixonemos para enfim começar a falar. Talvez só abramos um livro para enfim começar a entender".

"A verdadeira doença é a ausência de um caminho para si mesmo. As pessoas querem mudar de vida, mas não têm força, nem vontade, nem coragem. Querem mudar de vida, mas sem que isso mude os seus hábitos. Muitas são como as crianças que têm uma bolita na mão esquerda e não a largam antes de se assegurar que vão obter em troca uma moeda na mão direita. Nós gostaríamos de uma vida nova mas, se possível, sem perder a antiga… Nós temos medo de mudar porque não queremos encontrar o momento vazio."

Cada vez mais acredito que estas palavras são verdadeiras. Arrisca-se muito pouco a favor da felicidade pessoal. Seja lá o que for que isso signifique para cada um.

March 23, 2009

Life without a life

Filed under: Estados de alma

 


 

                                                por Raul Lopes

Passamos grande parte da nossa vida a desejar a tempestade, a Aventura na nossa vida, a Incerteza que nos torna sonhadores. Mas na realidade, existimos no deserto da vastidão dos nossos desejos. Queremos, desejamos, ambicionamos o que não temos. Porque o que temos não nos define enquanto existência singular.

Talvez os nossos sonhos desfeitos, as alegrias perdidas, as recordações esquecidas nos digam afinal que as cicatrizes que ficam, nos deixem ser por momentos aqueles que desejamos em tempos.

 Darkshot

November 27, 2008

Tales about…

Filed under: Estados de alma

                                por F. Monteiro

" Há uma maré nos assuntos dos homens que, se a agarram em tempos de inundação, os leva à fortuna; se a deixam passar, toda a viagem das suas vidas é lançada contra escolhos e misérias."

in Júlio César, William Shakespeare

December 13, 2007

The End

Filed under: Conversas da treta

                    Lamp por Renato Brandão

Chega a altura de abraçar novos projectos. Como por exemplo, o de recuperar a minha antiguinha eléctrica e de tocar alguns sons, como este que aqui ficará. Parece que de facto tudo tem o seu momento na vida. A vontade de escrever e o seu propósito desapareceram por completo. Mas acredito que valeu a pena. Agora ocupo os dias a tocar os sons que me acompanharam na adolescência. Talvez seja o reviver de parte do meu passado, mas tem sido ralmente fantástico.

Algumas coisas ficaram por fazer e outras por dizer, aliás por escrever. Talvez tivesse de ser assim. Apenas me arrependo de não as ter feito no devido momento. Mas repito, valeu a pena. Conheci pessoas, fiz amizades, privei de perto com algumas. Gratificante. Inesquecível.

Pois é, este é o último post que por aqui se escreve. Porque deixou de fazer sentido continuar a vir até cá todos os dias e nada ter para escrever. Apenas se andou a adiar o que era por demais evidente. Fica o agradecimento a todos os que por cá passaram e comentaram. Feliz natal para todos e um ano ainda melhor que este.

Até qualquer dia.

Edit: mood swing :: tune changed.

Dark Shot

October 3, 2007

Palavras

Filed under: Estados de alma

                                  Créditos de Vincent Teuliére

Sinto falta da paixão de escrever. Do sentimento latente na pele, dos sons que ecoavam nas sombras da minha mente. Sinto falta do desejo crescente das palavras que escrevia, para expressar uma saudade, um querer, uma vontade que me alimentava a alma.

Sinto falta dos meus sentidos, traduzidos em palavras. Percorro caminhos intermináveis nos corredores da minha mente, nos becos das minha memórias, iluminados por luzes de néon intermitentes consumidas por momentos esquecidos e poucas vezes recordados.

Procuro por um futuro que se adivinha tarde, numa latência ténue de uma vida. Sinto um crescente ardor por palavras que teimam em não sair, apenas porque acabariam por bater numa parede de silêncio. Na minha.

Conheço as poucas respostas para as muitas perguntas que podia escrever. Nenhuma me acalma, nenhuma me satisfaz. Anseio por algo que me parece completamente inalcansável e inatingível. Sinto o calor ardente duma vontade contida, porque não existem palavras que pudesse escrever. Nunca dariam continuidade a algo que já não existe.

Sempre escrevi, ainda que muitas vezes tenha mantido segredo durante tanto tempo, para o resto do mundo. Agora deixei de sentir essa vontade, apenas porque perdi. Perdi o momento, perdi a inspiração.

Sinto falta, de querer escrever, do querer ler. Sinto falta de gritar em silêncio, de sentir a revolta que crescia em mim a cada palavra que escrevia, por ter paixão, apenas por sentir…

Sinto falta das conversas. Sinto falta das palavras.

Dark Shot

September 3, 2007

Sem musa inspiradora

                                Créditos de Ramarago

Não me apetece escrever. Por isso não escrevo. Torna-se cansativo, extenuante e aborrecido. Afinal temos dias assim. EU já vou com semanas. Enfim, não me ocorre nada, por isso, apenas escrevo isto. Ridículo. Quem sabe, talvez na próxima semana, escreva algo sobre os livros lidos. Manter um blog activo ainda tem que se lhe diga. Escrever apenas por escrever, é mau demais…

Até lá, encontro-me por estes lados. Sem ninguém a encher, sem emigras, zés povinhos, e afins.

Boa semana, a todos os que passam mas também não sentem vontade em escrever… (nem que seja apenas e só um comentário…) ;)

Dark Shot

August 13, 2007

Still standing here. Back to myself.

Filed under: Estados de alma

                                     créditos de vaZectomia

Just don’t care. Send it all to hell. Just spread your wings, just spread your arms, and feel as the world storms around you.

I will still be standing here. Returned to myself. Feeling the glimps of my soul.

It would be an impossibility to see, that fragile figure.

Still crossing the same river, walking the same path, my body shivers. Can’t feel nothing.

Nothing but these memories printed on the back of my broken, shattered soul.

Would give everything of mine, to see it once more. Silence is the one anwser.

So i lay this broken body, where will doesn’t live, and watch it crumble as dust through the wirly winds, that pulse through these arms of mine. Where my-blood once inhabited.

Was it all one ilusion… no. I don’t regret a thing. Not those days. As one day she said. Whispers in silence.

Dark Shot

August 2, 2007

Person. Just one or multiples?

Filed under: Conversas da treta


Vejam o clip até ao fim. Leiam o script todo. Depois deixem o vosso coment.

Dark Shot

#162

Filed under: Estados de alma

                               Klimt, O Beijo

Beijo

"Um beijo (do latim basium) é o toque dos lábios com qualquer coisa, normalmente uma pessoa. Na cultura ocidental é considerado um gesto de afeição. Entre amigos, é utilizado como cumprimento ou despedida. O beijo nos lábios de outra pessoa é um símbolo de afeição romântica ou de desejo sexual - neste último caso, o beijo pode ser também noutras partes do corpo, ou ainda o chamado beijo de língua, em que as pessoas que se beijam mantêm a boca aberta enquanto trocam carícias com as línguas."

In Wikipédia.

"Beijos das pessoas do signo Caranguejo

Ternos, carinhosos, protectores. Assim são os beijos "básicos" dos nativos do signo Caranguejo, que adoram carinho como poucos no Zodíaco. Mais passivos do que activos, eles preferem dar espaço para que lhe dite as "normas" do beijo. "Marias-vão-com-as-outras", no bom sentido, eles seguirão o seu modo de beijar. Porém, um aviso: nada de brutalidade com eles! Lembre-se, está a lidar com um Caranguejo, não com um Escorpião! Então, nada de mordidelas."


"Beijos das pessoas do signo Virgem
Ai, por favor, nada de beijos melados! O nativo típico de Virgem dir-lhe-ia algo parecido se não fosse tímido demais. A verdade é que ele acha que a quantidade de germes presentes na saliva é um absurdo… Portanto, vá com calma se estiver de olho em algum nativo Virgem. Deixe os beijos eróticos, molhados, perturbadores para os momentos propícios, quando vocês estiverem bem escondidinhos.  Eles morrem de vergonha de cenas públicas. E, por favor, respeite as etapas (o Virgem adora "fases", tudo muito documentado com mapas, gráficos, estatísticas).Contente-se com beijinhos no começo e deixe que ele lhe reserve aquele outro beijo para o melhor momento. Com toda aquela precisão cirúrgica que só os Virgem têm, podemos garantir que quem conseguiu percorrer as "fases" não se arrependeu no fim."

In Beijos & Signos.

Yesterday. One year.

    Delicate

    Damien Rice - O

Dark Shot

July 28, 2007

“Taverna dos Iletrados”

Filed under: Estados de alma

Em resposta a um desafio da Su, do blog Teia de Ariana, vem a administração deste humilde espaço informar que daremos brevemente início a uma nova categoria.

Esta nova categoria, cujo o nome "Taverna dos Iletrados" serve como título para o presente post, surge após longas horas de debates e discussões, como podem verificar pela foto tirada no momento em que se se celebrava o acordo alcançado sobre tão difícil e complicado consenso… segundo fontes oficiosas, os diversos membros do conselho superior de orientação espiritual do blog não cabiam em si de contentes com tamanho acordo! (reparem na cara do jovem com a língua de fora, explicíto sobre a maratona negocial a que todos se sujeitaram… graças a Deus nunca faltou o bom vinho para aclarar todos os pensamentos e convicções!)

Assim, brevemente, serão aqui deixadas neste canto esquecido na imensidão da blogoesfera, as nossas sugestões sobre 5 (ou mais) livros que possamos ter lido nas poucas horas vagas disponíveis e que poderemos vir a ler… (no caso do Shooter dúvida que seja possível, uma vez que ele anda um pouco ofuscado com tanto trabalho… se assim se pode dizer claro.)

Informamos também, que será dada preferência a toda a literatura que inclua erotismos, violência, mentira, despotismo, mais erotismo, e ainda mais violência. Toda a literatura que se enquadre na gama da "Lamechice" será imediatamente retirada de divulgação e os seus autores serão alvo de severos processos disciplinares. Salvo os presentes membros autores do blog, claro…

A administração informa também, que todos os letrados que visitem o blog, podem e devem de facto deixar sugestões de livros que sejam de maior interesse em adquirir para futuras leituras.

Atenciosamente, a administração: ass ilegível

“They say that love is blind, i say it’s just stupid”

Filed under: Estados de alma

                       5 Sentidos por Paulo César

Citação retirada do filme "Pobre Homem".

O Amor pode realmente ser cego?? Sinceramente eu não sei… Depois destes dois últimos anos, de tudo o que vivi, conheci e passei, sinceramente não sei. Seja o que ele possa ser, uma coisa é certa, é algo que nos faz transcender e que nos faz viver e sentir vivos. É algo que nos faz tentar realizar os impossíveis. Será isso apenas uma ilusão? Gostava de ter resposta para esta e outras perguntas.

Acho que depois de tudo isto, do que foi então o meu último ano e meio de vida, está na hora de parar, e simplesmente observar o mundo lá fora. De preferência com um cigarro (ainda que esteja a deixar de fumar) e com amigos por companhia.

Penso que esta será talvez a última vez que escrevo sobre…não sei, mas não me esqueço do que vivemos à um ano. É impossível. Mas sim, tento acreditar, ainda que com muita dificuldade, que o tempo tudo mata, até o mais sublime de todos os sentimentos possíveis que o ser humano pode vivenciar.

"Heartbeats"

One night to be confused
One night to speed up truth
We had a promise made
Four hands and then away

Both under influence
We had divine scent
To know what to say
Mind is a razor blade

To call for hands of above
To lean on
Wouldn’t be good enough
For me, no

One night of magic rush
The start a simple touch
One night to push and scream
And then relief

Ten days of perfect tunes
The colors red and blue
We had a promise made
We were in love

To call for hands of above
To lean on
Wouldn’t be good enough
For me, no

To call for hands of above
To lean on
Wouldn’t be good enough

And you, you knew the hands of the devil
And you, kept us awake with wolf teeth
Sharing different heartbeats
In one night

To call for hands of above
To lean on
Wouldn’t be good enough
For me, no

To call for hands of above
To lean on
Wouldn’t be good enough
For me, no

José Gonzalez, Heartbeats, Veneer

Dark Shot 

Verão

Filed under: Estados de alma

Após ter lido sobre esta brilhante investigação científica e de concordar com os seus resultados, isto claro sobre o aquecimento global e tal… não posso deixar de perguntar onde anda o Verão?? É só chuva e vento e não sei que mais!! Continuo aqui no meu canto, à espera que venham os dias de Verão, com muito calor, para ir até ao mar! Até, resigno-me a passar os dias, entre leituras, escrita, estudo, e saídas com amigos.

Um bom Verão para todos. E não, não estou a gozar com quem tirou férias nestes dias….

Dark Shot

July 2, 2007

Noir Desir

Filed under: Estados de alma

                          Foto de Ramarago

Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura dela, 
E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro a ela.  
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando me fala, 
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua semelhança.  
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso senão nela. 
Tenho uma grande distração animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero.  
Quero só Pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.

Passei Toda a Noite, por Alberto Caeiro

Não queria. Mas aconteceu. O passado reemergiu com força desmesurada e trespassou-me o corpo. Assim fiquei, inerte, suspenso, sem vontade própria. Numa loucura sofrida, desenhei os teus contornos neste espaço frio a que me confinei. Recordava o teu sorriso… como me fazia sentir, enquanto olhava para ti ao sorrires para mim.

Tenho saudades disso. Mais do que pudesse pensar que viria a sentir. Tu aí e eu aqui. Assim.

A verdade, queria que tivesse sido diferente. Preferia não ter dito algumas palavras que agora não posso retirar. O tempo passou e tu foste.

Por vezes, dificilmente mudamos. Ainda que tente. Agora aqui fico. Um beijo.

Dark Shot

Grande concerto

Filed under: Momentos captados

Ambiente excelente e companhia impecável! Dinheiro bem gasto, um tempo impecável.
Concerto de Pearl ao nível do de Setembro do ano passado.
Actuação fantástica dos Blasted Mechanism, a puxarem pelo pessoal durante o tempo que estiveram em palco.
Pedimos desculpa pela qualidade do som não ser a melhor, mas foi o que se conseguiu arranjar.

    Even Flow

    Pearl Jam - Alive07!
    Black

    Pearl Jam - Alive07!
    Alive

    Pearl Jam - Alive07!

Dark Shot

May 11, 2007

Perhaps in another life

                       Fotografia de Rui Vale de Sousa @1000imagens

Tocas as flores murchas que alguém te ofereceu
quando o rio parou de correr e a noite
foi tão luminosa quanto a mota que falhou
a curva - e o serviço postal não funcionou
no dia seguinte

procuras ávido aquilo que o mar não devorou
e passas a língua na cola dos selos lambidos
por assassinos - e a tua mão segurando a faca
cujo gume possui a fatalidade do sangue contaminado
dos amantes ocasionais - nada a fazer

irás sozinho vida dentro
os braços estendidos como se entrasses na água
o corpo num arco de pedra tenso simulando
a casa
onde me abrigo do mortal brilho do meio-dia

Acordar Tarde, Al Berto

Entre tanto que queria escrever, nada consigo sentir. Tudo se esvaziou em mim, naquele momento… Talvez por isso estas palavras façam hoje muito sentido, ainda que me tenha apercebido demasiado tarde de que realmente se tratava de uma vida que não a minha, sentida por dois corpos desconhecidos, que se amaram por breves tempos.

Dark Shot

April 16, 2007

Let me photograph your soul…

http://www.allposters.com/-st/People-Sepia-Tone-Photography-Posters_c18310_s57387_.htm

My eyes have seen you
My eyes have seen you
My eyes have seen you
Stand in your door
When we meet inside
Show me some more
Show me some more
Show me some more

My eyes have seen you
My eyes have seen you
My eyes have seen you
Turn and stare
Fix your hair
Move upstairs
Move upstairs
Move upstairs

My eyes have seen you
My eyes have seen you
My eyes have seen you
Free from disguise
Gazing on a city under
Television skies
Television skies
Television skies

My eyes have seen you
My eyes have seen you
Eyes have seen you
Let them photograph your soul
Memorize your alleys
On an endless roll
Endless roll…

My Eyes Have Seen You, The Doors

 ***

" Negar as trevas da alma é ser só metade de um ser humano ", Ray Manzarek

 ***

Ainda a viver num ténue equilíbrio entre a luz e as trevas…

 

Shooter

April 8, 2007

One iluding madness

Filed under: Estados de alma

    Fotografia de desconhecido

Tiveste de partir.
Saiste do carro com um olhar triste e resignado. Nem um beijo…
Ainda me lembro do aroma do perfume que te cobria a pele.
Ainda me lembro do sabor dos teus lábios, da tua boca
e do teu olhar de mulher apaixonada.

Viste o meu olhar.
Não viste as minhas lágrimas enquanto partias.
Perdi-te naquele momento, naquela tarde.
Vivia com o sentimento de te perder, preso na minha garganta.
Por isso te dava os meus lábios, numa fome devoradora,
e afastava o meu olhar ao fim de cada noite vivida.

Fui cobarde, de ter ido mais além e de ter acreditado.
Tive medo da intensidade do laço que me unia a ti naquele momento.
Aceitei a derrota logo no começo e afastei-me. Inconscientemente naquele dia,
disse-te que seria melhor não voltarmos a falar. Mentia a mim próprio.
Sempre que pensava que me devia manter longe, distante,
fora do alcance da dor,
a lembrança do teu perfume, do toque da tua pele, do calor da tua boca,
fazia-me esquecer a prudência.

O Amor não é prudente.
O Amor é uma faca cravada no coração.
Que dói, mas que nos alimenta a Alma.

Eu não queria ir para onde tu não estivesses.
Mas estou aqui… longe. E aí permanecerei.
E no entanto, dolorosamente perto…
À distância de uma memória.

Autoria de Dark Shot

April 1, 2007

Na outra margem…

Ponte 25 de Abril, Foto de Pedro Libório - http://www.pbase.com/pliborio/image/60669711

" Love hurts. Feelings are disturbing. People are taught that pain is evil and dangerous.
How can they deal with love if they’re afraid to feel? ", Jim Morrison

Juntos atravessaram o rio, como tantas vezes já o haviam feito…
Palavras trocadas há breves minutos ecoavam ainda na sua mente…
Hesitou por breves instantes… Conhecia a dor demasiado bem mas…
Naquele momento decidiu não mais ignorar o que sentia…
Beijou-a… Outra vez.. E outra… E ainda outra…
Aquele sorriso especial que sabia ser só seu…
O brilhozinho nos olhos de que fala a canção…
Tudo.. Estava ali tudo o que podia querer…
Ainda assim, despediu-se e regressou a Lisboa…
A dor e o medo de voltar a sentir tinham desaparecido…
Perdidos algures na outra margem do Tejo…

Shooter

March 26, 2007

A one night stand…

                                 Foto de desconhecido

Cruzamos o olhar. Não era inocente. O jantar passou e entramos na noite. Passei a mão pelos teus cabelos escuros enquanto tu olhavas para lá do fim, para lá do horizonte. Deslizei os meus dedos pelo teu pescoço, abraçando-o com as minhas mãos. Passei os meus lábios pela tua face e deixei-me inebriar pela mescla de odores que o teu corpo emanava. O doce aroma a maçã, juntamente com o salgado do sexo.

Beijo-te. Deixo que as minhas mãos percorram novamente os teus contornos, fazendo um esboço a carvão na minha cabeça, como se fosse uma folha já gasta. Nús, entrelaçados, deixamos a paixão consumir-nos as forças. No chão, na cama, contra a parede. Libertámo-nos de tudo o que nos lembrava das nossas vidas. Deixámos de ser tu e eu.

E a noite passou…

De manhã, enquanto dormias, eu olhava por aquela mesma janela e via a vida que lá em baixo acontecia. Eu… fechava-me novamente, isolando-me de ti e de tudo o resto. Modificava-me como um camaleão. A isto devo quem por último aqui passou. Quem me libertou uma paixão desmesurada, para logo a seguir a matar.

Já não sou o mesmo.

Visto-me, como se ali não estivesse, para te deixar perdida nos sonhos do teu sono. Antes de sair, deixo-te um beijo e digo em silêncio "Adeus". Saio para a rua e perco-me na multidão. Permaneço imóvel aos outros olhares, apenas pensando em mais um dia que irá passar.

Sou apenas mais um… quando acordares já não existirei. Prefiro assim… esta dor é mais fácil de suportar.

Dark Shot

March 25, 2007

No Reasons…

Filed under: Estados de alma

Foto de Desconhecido

Fancy a big house
Some kids and a horse
I can not quite, but nearly
Guarantee, a divorce
I think that I love you
I think that I do
So go on mister, make Miss me Mrs you.

I love you, I love you, I love you, I do
I only make jokes to distract myself
From the truth, from the truth.

Fancy a fast car
A bag full of loot
I can nearly guarantee
You’ll end up with the boot

I love you, I love you, I love you , I do
I only make jokes to distract myself
From the truth, from the truth.
I love you, I love you, I love you , I do
I only make jokes to distract myself
From the truth, from the truth.

    Distractions

    Zero 7 - Simple Things

Fim-de-semana fora de Lisboa…
Jantar entre amigos e noite bem bebida…
Visita surpresa ao quarto para desejar boa noite…
Convite inesperado pela manhã…
Pequeno almoço partilhado…
Viagem de regresso a dois…
E tema de conversa inevitável…
Palavras trocadas ao som de Thievery Corporation, Zero 7, Thom Yorke…
O som, o perfume, o sorriso…
Tudo tão ( terrivelmente ) familiar, quase irresistivel…
"Adoro esta música! E já tinha saudades de a ouvir…"
Soavam os primeiros acordes e as memórias eram já mais que muitas…
Impossível tratar-se de uma escolha inocente…
Crueldade? Arrependimento? Nova tentativa de aproximação?
Muitas dúvidas, e pouquíssimas certezas…
A atracção continua bem presente… De ambas as partes…
Depois de um afastamento sem razões, será possível continuar ignorar tanta atracção?…

Shooter

March 22, 2007

Ser Feliz

Filed under: Estados de alma

Castelo de Leiria visto à noite

 

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não
me esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso
evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-me um autor da
própria história. É atravessar desertos fora de mim, mas ser capaz de
encontrar um oásis no recôndito da alma. É agradecer a Deus, todas as
manhãs, pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter
segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo… "

Fernando Pessoa

Outra semana em Leiria…
Mais umas quantas pedras adicionadas à colecção…
Observando da janela do quarto o castelo que um dia alguém construiu…
Ainda em busca da ( eterna ) felicidade…

Shooter